
segunda-feira, 17 de março de 2008Ta bem, eu admito... Eu não estou nem um pouco ansiosa pra mudar de colégio. Sério, nem sei o que tinha de errado com o meu, ta bem? O colégio era bom, as pessoas eram tipo, total legais, eu tinha notas ótimas e nunca tive nenhum tipo de problemas.
Ai que saco! Ta, talvez eu tive um ou dois probleminhas... Mas quem é que aproveita a vida sem aprontar algumas, meu, vai ter uma vida e para de me azucrinar!
Argh, daqui a pouco vão achar que eu sou maluca, to falando sozinha e gritando com o meu diário...
Eu mereço, né?! Foi a porcaria da lição de Transfiguração que eu esqueci de fazer, né?! MERLIM!
Ta. Ó. Vou explicar melhor, já que você é meu diário novo e talz. Meu nome é Louise, Louise Eller. Eu gosto muito do meu nome, ele quer dizer guerreira famosa, em alguma língua por aí, eu sempre pergunto pro meu pai, e eu sempre esqueço de novo.
Eu venho de uma linhagem bem complicada de bruxos, então ninguém sabe se eu sou sangue-puro ou mestiça. Então por causa da reputação dos meus pais, acabou que fomos considerados sangues-puros. Não que isso me importe muito, acho toda essa baboseira de sangue uma porcaria só, todo mundo nasceu do mesmo jeito, pelado e cheio de sangue, todos nós temos a porra do sangue da mesma cor, nós nos machucamos do mesmo jeito, andamos do mesmo jeito, moramos em um mundo só.
Viemos da mesma porra de evolução humanitária!
Mas de novo, o que é minha opinião contra um bando de aristocratas sanguinários?
É ué, sanguinários mesmo, o povo lá só liga pra sangue!
Bem, bem nada porra! To bem coisa nenhuma. Continuando, melhor, meu pai, Henry Eller, dono das corporações Eller (tipo, pai, prêmio nobel de criatividade pra você, ta?), que fabrica vassouras, é isso aí, todas essas nimbus e firebolts que você vê por aí, são todas fabricadas pelo meu pai e depois vendidos para as grandes marcas. E minha mãe Carlotta Eller, que é dona dos Spas Eller (putz grilla, meus pais são bem criativos, né?), resolveram, satanás saiba por que, se mudar de volta para a Inglaterra.
Minha vez de explicar de novo, né? É o seguinte, hora da história, senta e roda. Ai, foi brincadeira seus sem senso de humor...
Assim, meu pai, quando tinha uns 16 anos, ainda morava com meu avô, Charles, tipo, óbvio porque ele ainda tinha 16. Resolveu que quando ele terminasse Hogwarts ele iria se mudar para a Itália e começar algo novo lá (já que pelo o que ele me disse, as coisas por lá eram mais baratas e ele teria mais chances), e lá ele se foi.
Ok, resumindo, no primeiro mês do meu pai na Itália, ele se apaixonou perdidamente pela moçinha que trabalhava de manicure, chamada Carlotta, que também era bruxa.
Eu disse que a minha árvore genealógica era complexa, não disse? Mas não estranhe, meu pai não era pobre, ele só era muito econômico e não agüentava mais morar na Inglaterra, e bem, meu vô tinha uma casa lá.
Bem, já to até me sentindo melhor, a história dos meus pais sempre me deixa sossegada, deu no que deu, meu pai construí a primeira fábrica das Indústrias de vassouras Eller e pediu minha mãe em casamento.
A empresa crescia e meu pai ficava cada dia mais rico, e no meio disso tudo minha mãe resolveu abrir o primeiro Spa Eller. E voilá, meus pais viraram trilhardários.
E daí eusinha vim ao mundo e fiz a alegria de todo mundo! E depois os malditos dos meus irmãos nasceram...
Ta, eles não são malditos, são as coisinhas (eles são gêmeos) mais fofas do mundo. Só que são umas pestes do caralho.
Eu e meus irmãos fomos acostumados desde pequenos com mágica. Convivíamos muito bem nos dois mundos, tanto que nossa mãe (que era sangue-puro mesmo, só que como você pode ver, a família de sua mãe estava em decadência) decidiu nos mandar para uma escolinha trouxa, antes de ir para a Accademia Reale di Magia na toscana. Ai, como eu amava a primavera da toscana, todas aquelas flores, e os vinhedos... Todas as vezes que eu e minhas amigas fugimos e fomos comer uvas dos vinhedos trouxas, todas as nossas detenções depois com o Professore Andrea de Transfiguração. Merlim como ele era um gato!
Ai ai... Vou sentir falta de tudo isso... Vou sentir falta da Beatrice, da Fadiyah e suas músicas árabes malucas... Da Felippa! Mi Amore! Todas as cagadas que fizemos juntas! Do Francesco e do Drew, meu americano favorito! Nós éramos inseparáveis... E eu sempre tive uma quedinha pelos dois.
Olha, vou parar de resmungar e ir direto ao ponto, falei demais e isso é culpa sua.
Por causa da ignorância (ta... nem é ignorância, é porque eles querem abrir uns negócios por lá), meus pais resolveram se mudar para a Inglaterra.
E agora eu, meus irmãos e meus pais (e o motorista) estamos voando na Cayenne do papai rumo à York.
Isso quer dizer que a) Eu tenho que estudar em Hogwarts b) Meus irmãos tem que estudar em Hogwarts comigo c) eu terei um ataque de ciúmes se alguma menininha vir em cima dos meus irmãos (já que eu já tinha ameaçado todas as da Accademia, e será um saco fazer isso de novo) e por fim c) eu ODEIO o sistema de casas de Hogwarts. Quem em santos céus coloca alunos em uma casa porque eles são sangues-puros? Quem é que mede a coragem dos alunos para separá-los, pelo amor de deus! Quem escolhe só os inteligentes? E por que porra do céu que tem a casa onde eles jogam os restos?!
Eu totalmente odeio o sistema de Hogwarts. Mas fazer o que. Na Accademia era muito mais fácil; você fazia um teste e eles misturavam todo mundo, para as casas ficarem bem balanceadas. Então raramente você via algum problema entre os estudantes (digo, preconceito, sabe?).
Meu, vou parar de escrever porque o imbecil do Derek já ta cutucando o Devon pra vir ler o que eu to escrevendo, e eu também estou ficando enjoada.
Vejo vocês quando eu tiver paciência de voltar aqui! (mentira, sei que vou escrever logo que chegar em casa...)
Cara! Eu sou muito contraditória, é a puberdade, eu sei.
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